
Parece, às vezes, que há um curto-circuito no meu sistema... Absolutamente concentrada nas teses que estudo, de repente me pego absolutamente excitada... e o rio que se instala em mim... é sensivelmente sentido... às vezes tenho vontade de sentar, acoplando-me, em um vibrador enquanto estudo, pra ver se nós chegamos a um acordo...J Mas, no fundo, no fundo, sei que isso não daria certo... imagina se eu ia ficar quetinha estudando com algo entre minhas pernas... definitivamente eu desistiria de pensar rapidinho... De qualquer forma essa sensação é absolutamente incoerente... Nesses momentos há uma guerra em mim como cenário desse eu pensante pensando em mim...
Percebam a angústia... Uma semana entre livros, revista de comentadores e anotações de aula... Na cabeça conceitos desfilam o tempo todo... há questões a serem respondidas e há também a preocupação com a data de entrega de determinado trabalho... E o pior é que gosto do que estou fazendo... realmente gosto... e as questões estudadas, são sempre minhas questões... afinal são as minhas questões que trabalho ao trabalhar a forma com que foram colocadas pelo outro, e nesse caso era Sartre que as investigavam comigo... A mente funcionando a milhão e o corpo reclamando...
De vez em quando o telefone tocava... Talvez esse som despertasse o corpo... Era ele quem atendia...J Mas se eu interrompesse o meu pensar... seria muito difícil eu retomar o pensamento de onde parei... é complicado... Não dá pra fazer filosofia e trepar simultâneamente... tem que haver uma pausa... E essa só pode ocorrer entre uma tese e outra... Durante a tese... seria matá-la... abortá-la...
Mas, então dá onde surge esse rio no momento em que estudo??? Será que o prazer intelectual um dia será capaz de nos levar ao orgasmo físico??? Heheh Quanta besteira!!!!!!!!!
Gente, vocês têm que me perdoar... Passei uma semana inteira pensando e escrevendo só coisas sérias... Preciso pensar, falar e fazer besteiras urgentemente...
Outro dia falei aqui do orgasmo filosófico ao terminar o trabalho sobre Bacon... E agora ao terminar o trabalho sobre Sartre... entendo que o orgasmo filosófico acontece não pela tese exposta, pela produção de algo... mas pela comemoração de que agora o corpo já pode trepar...
hehheheh Definitivamente não presto!!!!